(Do filosofia pop no Overmundo 2/6/2006 12:47)
Quem já não teve dificuldade em saber o modo de pronunciar o nome daquele estrangeiro que você achou tão interessante? Quem já não pronunciou um nome de forma “errada” e foi corrigido por alguém de um modo quase humilhante? Mas é muito chato mesmo: verdadeiros professores de filosofia são aqueles que sabem dizer corretamente Nietzsche, Hegel, Merleau-Ponty, Kierkegaard, Heidegger etc...mais, aquele que utiliza termos como ontologia, epifania, ôntico etc., como se tivessem falando de sol, batata, arroz...
Pois é: em torno dessas questões surgiu um tópico bem interessante na comunidade do Orkut da Revista Discutindo Filosofia. O nome do tópico é “Inutilidades Práticas”, mas pelo sucesso acho que a discussão é mais do que útil e mostra bem o que é importante nas nossas paragens.
Já me senti humilhado por não saber dizer o nome de um dado filósofo, outras feitas, por puro “espírito de porco”, insisti em aportuguesar o nome do dito cujo. É engraçado o caso do lingüista Marcos Bagno que escreveu um livrinho sobre preconceito lingüístico. Na aula o professor explicava a contribuição de Marcos “Banho” e eu insitia em falar do meu xará Marcos “Baguino”...o professor me corrigiu. Resultado: ele não entendeu nada do livro de Bagno!
Olha aí uma lista das coisas importantes que se deve saber para falar de filosofia, decore (e ajude a ampliar a lista ):
Hegel = Rêiguel
Kierkegaard = Quirquegárd
Heidegger = Ráideguer
Nietzsche = Nitchi
Camus = Camí (com biquinho do francês)
Simone de Beauvoir = Bôvuár
Jung = Iung
Goethe=Guête
Christian Huygens = "crístian rúiguens"
Werther = "vérter"
Hipatia = "ipácia"
Emmanuel Swedemborg = "imânuel suedembórgue
Habermas= Rábermas
Wittgenstein="Vitigueinstáin"
Merleau-Ponty="Merlô-Pontí"
Foucault="Fucô"
Foucault="Fucô"
Rousseau=Russô
Descartes=Decarte
Quine - Quaine
Ryle - ráil
Russel - râssel
Husserl - rússel
Frege - frêgue
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