Algumas ideias de textos não passam disso: títulos para provocar polémica. É certo que muito da teoria de Adormo sobre narcisismo, infantilização, consciência etc., pode ser utilizada por alguém que não gosta de, por exemplo, música sertaneja. Uma canção como aquela que fala do "Fio de cabelo" seria tão estruturalmente infantilizadora e redundante que não provocaria a "verdadeira" reflexão. Bem, mas vamos ao argumento infame...
Digamos que alguém redigisse o artigo "Um fio de cabelo de Benjamin no terno de Adorno: vestígio, aura e experiência". Que experiência Adorno teria ao encontrar um fio de cabelo de Benjamin em seu paleto? Teria aura este fio de cabelo? Seria um vestígio capaz de reconstruir uma experiência ou não, mera marca e ruína de uma vivência? Não seria o sentido de aura que o eu-lírico coloca no fio de cabelo o responsável por sua angústia metafísica? Não seria a sagração desta aura o grande problema para superar a "angústia do fio de cabelo"? Não haveria uma angústia da inveja capilar como emulo dialeticamente implicado nesta relação?Sobram questões sem resposta.
Abaixo a canção onde vestígio, aura e etc. se entrelaçam como questão!

